O toque Midas da Rainha da Noite

"Site Diário do Comércio", agosto de 2008

O quase lá feminino foi o comentário do dia nas ruas de São Paulo, onde os brasileiros se dividiram entre torcedores tristes, mulheres orgulhosas pelo segundo lugar e até revoltados. É o caso do vendedor autônomo Luís Cláudio Pinheiro, que deixou de trabalhar para assistir ao jogo. "Essa prata não consola, sem contar que os americanos já têm tanto ouro."

Não é o que pensam as mulheres brasileiras. De acordo com as amigas Walkyrya Bortolomais, assessora política, e a professora de dança, Selma Moreira, não há dúvidas de que as meninas foram bem. "Elas jogaram com qualidade e foram muito melhores que os homens", afirmou Walkyrya.

Contente com o resultado, a analista de crédito, Mariane dos Santos Souza, concorda. "A Marta, a Cristiane, elas chegaram lá, na final, e ganharam a prata. Estão de parabéns".

Feminino x masculino - A opinião do povo é quase a mesma das personalidades brasileiras. Na comparação entre os times, ponto para as mulheres, confessou o diretor de teatro e comentarista esportivo, Cacá Rosset. "O vexame foi da seleção masculina. As meninas tiveram brio, jogaram bem. Foi injusto não ganharem o ouro."

A empresária Lilian Gonçalves vai além. "Essas meninas deram um show. Foi uma pena não levarem o ouro. Já os homens, perderam para quem jamais poderiam."

Para a atriz Grace Gianoukas só há uma definição. "Elas foram superguerreiras."

Não é o que pensa o compositor e multiinstrumentista Zé Rodrix. "Foi uma vergonha". Ou "um terror", na concepção do ator e diretor José Mojica Marins, o Zé do Caixão.

Por: Geriane Oliveira.